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Luís Eduardo Magalhães – A Capital do Agronegócio

Written By Ronaldo idelfonso de sousa on sexta-feira, 6 de abril de 2012 | 6.4.12


Luís Eduardo Magalhães é um município adolescente perante a realidade brasileira. Com 12 anos de emancipação, sua pouca idade não é parâmetro para demostrar o tamanho da cidade e o dinamismo encontrado no comércio e indústria local esclarece Humberto Santa Cruz, Prefeito Municipal.
            Os mais de 60 mil habitantes com origens das mais diversas regiões brasileiras, incluindo exterior, contribuem para as estatísticas de ser um dos municípios que mais cresce no país. Sua expressividade na produção agrícola e na agroindustrialização lhe rendeu o título de Capital do Agronegócio, a qual foi chancelada com a realização da Agrishow LEM, hoje Bahia Farm Show.
            Os destaques na produção de grãos, fibras, café, carnes e outras culturas são compartilhados com os demais municípios circunvizinhos que compõem a zona agrícola do Oeste da Bahia. Porém, pela localização geográfica da cidade, esta se transformou no “shopping center do agronegócio”, por disponibilizar ao setor produtivo toda infraestrutura necessária ao bom andamento das produções.
Esta centralização de negócios possibilitou às renomadas empresas e marcas do setor estarem representadas em Luís Eduardo Magalhães. Grandes nomes do comércio nacional e internacional de máquinas, insumos, compradores de grãos, fibras e café, bem como de vasta lista de serviços de suporte ao agronegócio estão com sede ou filiais pela cidade.
A movimentação que se percebe no “shopping comercial” atrai cada dia mais empresários que acreditam no desenvolvimento regional e contribuem para o crescimento das empresas que se instalam no município. Pelos números de novas empresas sendo registradas, pode se dizer que centenas delas são acrescentadas por semestre.
Na carona deste dinâmico comércio local voltado ao agronegócio, se expandem os demais setores, como hotelaria, restaurantes, saúde, educação, lazer e muitos outros. Por consequência, pessoas de todas as categorias profissionais ou de baixa qualificação buscam o município para residir.
A cidade cresce e os diversos loteamentos implantados somente em 2012 provam o tamanho da demanda existente para moradores que já estão na cidade ou de novos munícipes. Por outro lado, as oportunidades não são para todos e ampliam os problemas naturais de ambientes urbanos que crescem de forma exponencial, como carências na urbanização, falta de oportunidades para os não qualificados e o consequente surgimento de problemas sociais deste processo.
De modo geral, o que se percebe no município é o desejo latente de fazer acontecer. O comodismo não faz parte do povo que deixa marcas em Luís Eduardo Magalhães. Com isso, a Capital do Agronegócio ostenta o título com muito orgulho, porque é com trabalho que a região cresce e a prova …, basta circular pela cidade, pelo distrito industrial ou pelos campos do município.
Um distrito industrial completo
            Com 320 hectares disponíveis para indústrias, o Centro Industrial do Cerrado, em Luís Eduardo Magalhães brevemente estará com quase 70 empresas gerando emprego e renda ao município. Atualmente são 42 indústrias em funcionamento, sendo as demais em processo de implantação.
            Na fase de municipalização está outra área de 100 hectares, a qual estava reservada para uma indústria do setor de biocombustíveis, que não mais se instalará. Assim que concluída esta etapa, o município gerenciará a área para novos projetos de investidores que queiram contribuir com a industrialização local.
            Os atuais 320 hectares são gerenciados pela Superintendência de Desenvolvimento Comercial e Industrial – Sudic, a qual conta com Eduardo Yamashita como Gerente Regional. Seu antecessor Renato Faedo, atualmente Secretário de Agricultura, descreve que uma nova indústria de fiação será instalada no Centro Industrial, cuja área está sendo escriturada a um empresário local que possui forte tradição na produção de algodão.
            Empresas como Mauricéa e Coringa são as que mais chamam a atenção no Centro Industrial pelo porte e peso na oferta de empregos, bem como na demanda de produtos agrícolas, especialmente milho e soja. Também são destaques empresas como a Dow com beneficio de semente de milho, beneficiadoras e fábricas de óleo de algodão, armazenadoras de grãos e fibras, montadora de carrocerias para caminhões como a Favoto, entre diversas outras.
            Para o futuro, além da unidade de fiação, uma fábrica de adubos foliares e uma esmagadora de soja de porte médio estão na lista dos novos investimentos. Este somatório de estruturas voltadas à industrialização chancela a vocação que Luís Eduardo Magalhães tem para o agronegócio, mantendo o título de capital deste segmento.


Pequenas agroindústrias em expansão
            Ao circular pelo município, contata-se um amplo polo de grandes empresa e indústrias instaladas. Todavia, uma nova realidade se expande de forma desapercebida, fruto da crescente demanda por alimentos por parte da população local.
            São as pequenas agroindústrias na área animal que ganham espaço de forma regulamentada, chegando a 20 até o momento. Todas acompanhadas pelo SIM – Serviço de Inspeção Municipal, o qual promove a segurança alimentar, com o gerenciamento da origem da matéria-prima e do produto, com o atendimento dos padrões de qualidade destes. Criada em 2009, a Lei 389 regulamentou a obrigatoriedade da prévia inspeção e fiscalização dos produtos de origem animal produzidos no Município de Luís Eduardo Magalhães e/ou destinados ao consumo nos limites de sua área geográfica.
            Segundo Marcos Antônio Tavares, Gerente de Pecuária da Secretaria de Agricultura, atualmente estão operando dez indústrias no segmento leite, incluindo a produção de queijos e nata, três empresas produzindo embutidos de suínos, juntamente com pequenas indústrias nas áreas de abatedouro de aves, peixes, suínos e ovinos, processamento de mel e de manipulação de carnes, com o chamado Registro de Relacionamento.
            A área vegetal está aguardando alterações na legislação para iniciar o processo de regulamentação. Após as mudanças, indústrias de conservas e cachaça, dentre outras, estarão com os mesmos enquadramentos, garantindo aos consumidores confiabilidade do produto e da marca.
            O programa de apoio ao micro empreendedor tem estimulado a formalização dos pequenos negócios. Com esta profissionalização, os pequenos fabricantes estão criando suas empresas, podendo emitir nota fiscal dos produtos, ampliando o espaço comercial dos mesmos. Ressalta-se que é ilegal a venda de alimentos sem o acompanhamento do órgão de fiscalização, sobretudo os de origem animal.
            Além de aumentar receitas ao município, os empresários ganham novo ânimo, pois seus produtos são vistos pelos consumidores com outro olhar, promovendo a valorização dos mesmos. Um bom exemplo é do Sr. João Mendes Oliveira do Assentamento Rio de Ondas, o qual trabalha com leite e produz queijos. Após o enquadramento com o SIM, os queijos ganharam nova cara para os clientes, além de aumentar o valor de venda do mesmo, completa o produtor.
            Rodolfo Regalin, que produz embutidos e defumados de suínos, foi além. Com o novo enquadramento aumentou a oferta de produtos, chegando a 18 tipos, como o salame, torresmo, codegim, morcilha, cortes defumados e outros. Com marca própria, fica fácil ao consumidor identificar o meu produto, reforça o Rodolfo, cujo nome da marca, traduzindo em bom português, significa feito a mão.
Agricultura familiar forte
 
Da mesma forma que as pequenas agroindústrias se expandem, a agricultura familiar também ganha seu espaço. Um bom exemplo é o que acontece no Assentamento Rio de Ondas, em que dezenas de famílias produzem suínos, aves, frutas, pecuária de corte e leite, mandioca, capim para semente, feijão, grãos e café.
Diante da demanda para produtos da agricultura familiar para compor a merenda escolar do município, o mercado para produtos com esta origem se amplia, reforça o Secretário de Agricultura de Luís Eduardo Magalhães, Renato Faedo. Para estimular o setor, diversos projetos estão em andamento no Assentamento, como a casa de farinha, o café para pequena propriedade, produção integrada de frangos, o programa Balde Cheio para produção de leite, estimulo à produção de grãos através do apoio com mecanização e insumos aos produtores, entre outras ações.
O que se quer para o município é a referência no agronegócio e para isso a atenção não é somente para os grandes empreendimentos que estão com sua profissionalização a altura, mas também para a agricultura familiar tão presente na região, complementa o Secretário. Para ser a Capital do Agronegócio, é preciso diversificar realidades e setores. Neste aspecto, Luís Eduardo Magalhães integra grandes e pequenos cultivos, com grandes e pequenas indústrias, promovendo sustentabilidade econômica local.
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