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Insegurança faz a UFBA pedir presença da PM no campi

Written By Ronaldo idelfonso de sousa on segunda-feira, 2 de abril de 2012 | 2.4.12


A queixa é antiga, mas o problema ainda faz parte da rotina de quem transita entre os prédios da Universidade Federal da Bahia (Ufba): a falta de segurança dentro e no entorno dos campi deixa estudantes, docentes e funcionários em alerta permanente. Na próxima quinta-feira, a reitora da Ufba, Dora Leal, terá uma reunião com o comando da Polícia Militar para cobrar uma maior presença da instituição no que se refere ao policiamento nas áreas de acesso à  universidade.
Tema crônico, o debate sobre insegurança na Ufba foi reaceso após episódio ocorrido no último dia 13 de março. Naquele dia, por volta das 22h, a professora Alinne Bonetti, 39 anos, do bacharelado em estudos de gênero e diversidades estava, junto com seis alunas, em um ponto de ônibus na Av. Adhemar de Barros, Ondina, quando sofreram assédio sexual de um homem, que passou a se masturbar diante das mulheres.
“Foi uma situação absurda. É óbvio que a Ufba tem responsabilidade por não garantir infraestrutura, segurança. Somente após o ocorrido, a universidade disponibilizou seguranças na área. A Ufba não é a única culpada. Falta policiamento nas ruas e fiscalização da Transalvador com relação ao cumprimento dos horários dos ônibus”, queixou-se a professora.
Medidas emergenciais já foram tomadas pela pró-reitoria de administração da universidade. Os portões que antes eram fechados às 22h30, não fecham mais. Além disso, a vigilância motorizada passou a circular 24 horas. O campus de Ondina é considerado como um dos cinco pontos críticos da Ufba no quesito segurança. Os outros são: Campus de São Lázaro, escadaria do Viaduto do Canela, área entre os prédios de Arquitetura e da Escola Politécnica e, no âmbito geral, todo o entorno dos campi.
“Sob controle” - Apesar de relatos de estudantes e professores sobre as situações de risco, o pró-reitor de administração da universidade, Paulo Vilaça, garantiu que são raros os registros: “Não há surto de violência, a situação está sob controle e as ocorrências são raras”. Dados fornecidos pela universidade destacam que, em 2011, foram contabilizadas 88 ocorrências junto à Coordenação de Segurança (Coseg).
Destas, um assalto, um furto de veículo (Campus do Canela), oito roubos, sete arrombamentos (salas ou veículos) e outras 28 (agressões, danos a veículos etc.). Segundo Vilaça, a sensação de insegurança dos que transitam pela Ufba – especialmente entre  Ondina e Federação – é fruto de ocorrências fora da área universitária, indevidamente atribuídas aos campi. “Aqui, faz tempo que não ocorre nada”, disse ele, no entanto sem precisar os dados deste ano.
Apesar dos argumentos do pró-reitor, é fácil encontrar estudantes que relatam crimes cometidos no local. O trajeto entre Arquitetura e a Escola Politécnica, por exemplo,  é apontado como “território sem lei”.
Apesar do investimento na iluminação dos campi – aumentando o número de luminárias (de 100 para 600) e postes (100 para 500) – a ação dos marginais ainda é notada, favorecida pela vegetação alta em ambas as margens. “Os guardas estão parados nas guaritas, só para proteger o patrimônio, não os estudantes”, reclamou Roberto Gonçalves, estudante do curso de arquitetura.
A assessoria de imprensa da Ufba negou: “Não corresponde à realidade, a afirmação de que o papel dos vigilantes é dar segurança patrimonial. Cabe a eles também proteger as pessoas”.
Alternativa - No Campus de Ondina, para se defenderem da violência dentro da área da universidade, é comum estudantes optarem por andar em grupos. “À noite, é um teste de coragem caminhar nas unidades de Ondina. Com pouca luz, ficamos à mercê dos ladrões. Temos que juntar uma galera e, aí sim, irmos embora”, disse Stephanie Luyse, aluna do 3º semestre de medicina veterinária.
Docentes também reclamam da insegurança no interior dos prédios. “Falam que há várias câmeras, seguranças etc. Mas tive meu notebook furtado em 2011. O mais incrível: dentro da sala de aula. Ninguém viu, ninguém sabe de nada”, reclamou a professora de um curso de ciências humanas, que preferiu não se identificar. fonte: A tarde
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